A visão que temos do amor!

Sempre achei que o amor fosse algo que poderíamos sentir só por nossos amigos mais próximos, familiares ou em casos de relacionamentos amorosos, quando tivéssemos conhecido bem a pessoa e ela tivesse transformado inteiramente nossa vida, sempre senti muita pressão em cima do “eu te amo”, como se tivesse momento certo para isso.

Para saber mais e ter certeza de que não era só eu que via essa “pressão”, fui pesquisar no Google pela expressão “quando dizer eu te amo” e foram encontrados mais de 14.400.000 resultados.

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Um dos resultados foi do site Família que nos dá dicas de quando dizer, por exemplo, quando vocês se conhecem faz tempo, se você vê potencial na relação, a relação já sobreviveu a grande briga e eles começam o texto falando da dificuldade que é para algumas pessoas dizerem “eu te amo”.

“Então quando é a hora certa de se declarar? Se você falar muito cedo, você instantaneamente parece desesperada. E se você demorar demais pode arriscar de perder um grande amor, ou perder um momento que poderia ser mágico entre vocês.”

Eu sempre ouvi esse tipo de coisa, da importância que é falar “eu te amo” ou do quanto de significado essa expressão carrega e de qual é o momento certo, enfim, algo que fica sobrecarregado com o tempo, se você falar e a pessoa não: Já era!

Com o Plante Amor e conhecendo outros projetos e pessoas incríveis, comecei a perceber o quanto complicamos um sentimento de que deveria ser universal, um sentimento que não deveria ser tão complicado, sim algo importante, mas leve, o amor deveria ser leve e fácil de sentir.

Hoje vejo o amor de forma bem diferente, em uma época que todos buscam seu propósito (eu também me incluo nessa), Sri Prem Baba diz que se cada um seguir a sua missão, perceberemos que o nosso propósito maior, o que soma todos os objetivos, o que uni a todos é o amor.

Também temos no cristianismo o princípio fundamental de “amor ao próximo”, mas parece que isso foi se complicando demais, de novo para algo que é tão simples, quando  Jesus Cristo disse para “amarmos o próximo”, esse próximo é todo mundo, é entender que todo mundo tem uma visão de vida, é entender as limitações das outras pessoas, não é fácil aceitar o outro, mas quando dizemos amar ao próximo como a ti mesmo (Mateus 19:19), ame-o da mesma forma que você se ama, da mesma forma que você se perdoa e da mesma forma que você entende suas próprias limitações.

 O amor é algo tão puro, tão gostoso de sentir, depois de começar a descomplicar o amor para mim mesma, eu comecei a perceber a pureza de todo esse sentimento, é você ser grata àquele momento, é você ser grata à existência daquela pessoa em sua vida, é você entender que cada um passa na sua vida, por algo importante, para te ensinar e participar do seu crescimento de certa forma.

Se amassemos mais, se amassemos de verdade, se déssemos a oportunidade de nosso amor falar mais alto, tenho certeza que teríamos um mundo mais em paz e melhor para todas as criaturas.

 “A criança nasce amando, confiando, mas aos poucos ela vai aprendendo a ter ciúmes, a ser possessiva, insegura, a ter medo e odiar”, diz Prem Baba

Sim, existem perigos, mas existem coisas boas, existem pessoas boas, você, com certeza, tem pelo que ser grata, você com certeza senti amor em vários momentos do seu dia, da sua semana, bem mais do que percebe.

 “O verdadeiro Amor é um fenômeno, um poder que a mente não pode compreender – ele é um mistério a ser desvendado com o coração. O Amor se manifesta em diferentes dimensões como empatia, perdão, compaixão e gratidão. Mas, em todas as suas manifestações, o Amor real ou o Amor maduro, é a fragrância da comunhão com o Ser. Esse amor é desinteressado, ou seja, você quer ver o outro feliz; quer ver o outro brilhar, sem querer nem mesmo um olhar em troca. E essa capacidade de doação sincera e desinteressada é, sem dúvida, sinônimo de iluminação espiritual.” diz Sri Prem Baba.

Talvez para nós, essa visão de amor seja a mais difícil não de compreender, pois é muito simples na teoria, mas na prática, temos que nos desapegar das complicações, dos julgamentos e somente dar amor, eu digo que é um exercício diário, é difícil ir contra a corrente, mas tente fazer um pouquinho a cada dia e reparar no quanto podemos amar de maneira mais descomplicada.

Se permita sentir amor, vivemos num mundo que já está tão machucado que nos dá a ideia de que precisamos nos privar, tomar cuidado com as pessoas, que não podemos confiar em ninguém e nos fechando assim, como o amor será possível?

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