Comer, Rezar e Amar

Sei que esse filme é antigo, mas talvez por eu estar passando por anos de constantes mudanças e conquistas, eu tenha enxergado esse filme de maneira diferente, talvez não diferente, mas com uma real similaridade com a minha vida.

Acredito que estou numa busca pelo equilíbrio, me perdoar por coisas que eu já fiz. Eu fui criada na religião católica e ainda me sinto bem nos momentos de homilia, me sinto em paz na igreja, mas tenho visto as coisas mais com espiritualidade do que propriamente religiosidade, admiro muito a forma de como o budismo valoriza a busca do seu eu interior como uma melhor mudança para o mundo.

E o que vi no filme Comer, Rezar e Amar é justamente se encontrar para poder encontrar o outro, dar valor a cada um que passa na sua vida, como se ele fosse um mestre para que ele possa te ensinar coisas que você jamais pensou em aprender com quem, muitas vezes, passa tão rápido na sua vida.

Dar valor a pequenas coisas, pequenos gestos, pois no fim é isso que vai nos moldando e nos ajudando a se tornar quem somos hoje, nos tornar pessoas melhores.

 Às vezes, vamos deixando a vida nos levar e vamos trilhando caminhos e deixando pra trás coisas que costumávamos adorar e que sempre quisemos levar pra vida toda, são nesses momentos de realizações de conquistas e novos sonhos, que nos pegamos pensando se é isso mesmo que queremos para vida toda e pensamos: O que é mesmo que eu sonhava em ser?

Sim, não é fácil levar um sonho, um desejo, até o fim, já que o mundo te “obriga” a trabalhar e que você precisa ganhar dinheiro para viver, pagar as coisas e pra isso, você precisa fazer o que? Trabalhar mais!

Uma vez, ouvi em algum lugar que você deve se perguntar sempre: A pessoa de dez atrás se orgulharia do que você se tornou hoje? Se a resposta for sim, ótimo!

O filme nos traz paz com todos os seus ensinamentos e nos dá uma reflexão importante do quanto temos que valorizar nós mesmos, nossa bagagem (cheio de angustias, medos, sonhos) e que para sermos felizes, de verdade, de maneira pura, sustentável, precisamos fazer as pazes com nós mesmas, precisamos conversar com nós mesmos, descobrirmos quais aqueles momentos simples que nos fazem felizes e também dar de cara com nossas aflições e saber que está tudo bem.

”Ao final, passei a crer que: se você tiver coragem de deixar tudo o que é familiar e conhecido, desde a sua casa até antigos ressentimentos, para partirnuma jornada em busca da verdade interna ou externa e se dispuser a encarar tudo o que lhe acontecer como uma pista e aceitar todos que cruzarem seu caminho como um mestre e se estiver preparado, acima de tudo para aceitar e perdoar realidades duras sobre si mesma, então, a verdade não lhe será negada. É algo que acredito por experiência.

Ele é o típico filme que não importa a quantidade de vezes que você assistir, provavelmente você tirará algo diferente, pois nós estamos sempre em constante mudança e nosso olhar sobre as coisas também vão mudando.

Vejo o Comer, Rezar e Amar como uma forma de convite e inspiração para que você se descubra internamente para assim, conseguir expandir sua felicidade!

Texto escrito por Camila Napolitano.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s