Qual está sendo nosso papel no que nos incomoda?

No Fórum de Exploração Infantil, a Fafá de Belém contou um pouco da realidade das crianças da Amazônia e terminou seu discurso pedindo para que nós, como sociedade, comecemos a agir, pois temos que parar de fechar nossos olhos, temos que parar de falar que o “problema é deles”, somos um povo só, só há um Brasil na qual somos parte dele. Ela terminou seu discurso de forma bem emocionante, pois realmente nos faz pensar no quanto separamos nossos problemas, dos deles e quando digo deles aqui estou ampliando para todas as pessoas que não nos afetam diretamente.

Na época que eu participava da proteção animal, perdia as contas de quantas vezes eu ouvia “o mundo precisa de mais gente como você!”, sou grata pelo reconhecimento, mas esse discurso traz uma mensagem nas entrelinhas de desprendimento de responsabilidade, quando vemos alguma boa ação, invés de só agradecer por pessoas assim, se pergunte: Qual está sendo seu papel para que isso melhore ou ainda, qual está sendo minha atitude para que eu também seja essa pessoa de que o mundo precisa?

Acredito na mudança individual, como uma construção de mundo melhor, mas isso não quer dizer individualismo, não quer dizer que eu não possa fazer o que está ao meu alcance para que o problema do outro, não seja mais um problema.

Um dos nossos papéis mais importantes para se começar a encarar uma nova postura é a não omissão.

Essa campanha de uma empresa americana mostra muito bem essa mensagem: Quando nos omitimos, somos coniventes.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=JxRrz6CTPCo&w=560&h=315]

Antigamente, tínhamos uma cultura bem forte nesse sentido, quem nunca ouviu a frase “briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, isso nos exímia de toda a responsabilidade por estar perto de casais que brigam e são violentos uns com os outros.Esses exemplos parecem pequenos, mas é através de casos únicos que as coisas se tornam maiores, se tornam problemas mundiais.

Eu acredito que a individualidade é super importante para nos conhecermos e trazer ao mundo nosso essencia, contribuindo assim para um mundo melhor, mas ninguém vive sozinho, ninguém é uma bolha, precisamos de outras pessoas e são nossas ações que farão o mundo se transformar e depende de cada um que essa transformação seja boa ou não.

Pense nas pessoas com empatia, entenda que isso não significa gostar de como ela é, isso só significa se colocar no lugar dela e respeitar, independente do que você acha, não somos ninguém para achar nada, essa é a verdade, só pense como você gostaria de ser tratado e se fosse alguém da sua família, você se importaria mais ou menos em tal situação? Ou teria a mesma ação que tem hoje?

Algumas vezes, criamos barreiras entre nós, quando estamos perto da família somos bons, queremos o bem, quando saímos para a rua criamos uma camada protetora de superioridade, como se fossemos unicamente suficientes e não dependêssemos de mais ninguém.

Te convido a refletir sobre o que te incomoda e qual está sendo sua postura diante disso.

Acorde e saiba que você também faz parte dos problemas que te incomodam, você pode ser a mudança, assim como muitas pessoas que conhecemos hoje como referência, já foram um dia.

“Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”
Freud

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *