Sonhos existem para serem vividos!

Assisti agora ao filme “Escritores da Liberdade” que é baseado em fatos reais e histórias como essa me enchem de uma esperança aqui dentro ♥, na verdade, não sei é exatamente isso, pois sei que muitas coisas acontecem além do que um filme pode mostrar, mas me transmite uma calma, uma vontade de fazer o que tem que ser feito, me mostra o que eu já tenho pensado há muito tempo:

O que aconteceria se todo mundo conseguisse seguir seus sonhos?

O que aconteceria se todos seguissem sua missão, independente de qual religião você acredita, se todos conseguissem ouvir seu coração, sua própria voz interior e fizesse o que tem que fazer para que o mundo fosse melhor?

Somos educados a olhar o outro de uma maneira mais prioritária do que olhamos para nós mesmos, procuramos os defeitos do outro, procuramos um herói na qual possamos nos espelhar e sentir orgulho, mas não somos ensinadas a olhar para nós mesmos, não somos ensinadas a nos ver como herói, um herói de hoje ou de um futuro próximo talvez. Porque não?

Somos heróis diariamente, as nossas crianças que vivem nas ruas principalmente, pois todo dia é uma guerra, todo dia é uma luta.
Você vê na TV a Guerra na Síria e acha triste, fala para si mesmo e para outras pessoas:

“Pena que é tão longe e não podemos fazer nada, né?”

Mas olha uma criança cheirando cola no centro de São Paulo e ignora, é uma pena, “pobre garoto!” e só.

Pobre é ele? Que não tem nada, mas que vive um dia de cada vez, independente do que faça, mas tentando sobreviver (quando muito de nós nessa mesma situação já teria se entregado) ou pobre somos nós que temos dinheiro, condições de estudo, mas que só conseguimos pensar quando teremos nossa casa própria? Nosso próximo carro? NÃO, não é nenhum mal nisso, mas que isso tudo seja consequência. Questiono aqui: Quem é o pobre? Quem é o herói?

Mude seu conceito sobre “ser herói”

Queremos ser heróis, mas estamos tão acostumado com os de Hollywood aqueles perfeitos, com super poderes que é algo que não vamos encontrar na vida real ou quando pensamos em um da nossa realidade, normalmente citaremos Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, todos muito distantes, no sentido de que já tem uma história grande, que é conhecido, que não nos é tão palpável, mas esses “heróis” eles foram um dia pessoas na qual buscavam seu sentido na Terra, não que isso era feito de maneira pensada, mas que lutaram pelo que acreditam e conseguiram fazer a diferença na vida das pessoas, muitas vezes somente por fazer o que era certo.

Mas porque somos acostumados a idolatrar heróis tão endeusados?

Idolatramos tanto que se ele comete erros, nos decepcionamos com as nossas próprias expectativas e paramos de acreditar, muitas vezes, no mundo todo.
Lembre-se que eles não eram tão perfeitos assim, pelo simples fato de serem seres humanos, carregados de suas crenças, objetivos, missões.

Se você quer escolher heróis para se espelhar ótimo, eu mesmo tenho um monte, mas que tal pensar em pessoas próximas? Que tal trazer o significado de herói para perto de você e não colocando alguém que já esteja num posto tão alto, tão alto que parece até inalcançável.

E os nossos heróis do dia-a-dia? Igual Julia Colle que em 2013 se acorrentou ao portão do Instituto Royal como forma de protesto contra uma empresa que em pleno século XXI ainda fazia experiência em animais para fabricação de cosméticos? O que abre uma instituição no terceiro setor no país e dá aula para jovens e adultos lhes proporcionando o aprendizado de uma nova função? O que ajuda os refugiados? Os que como o Fernando do projeto Vivenda reformas casas de comunidades de SP para evitar problemas de saúde aos moradores e para dar uma nova perspectiva para essas famílias? Ou os que em enchentes e catástrofes naturais arrecadam, doam, ajudam pessoas que perderam suas casas, suas famílias, suas esperanças?

Ora falamos de Martin Luther King como se ele fosse um Super-Homem ou coisa assim, mas o que não foi ele, se não foi um líder que com suas convicções, com seu desejo de mudança e sua “teimosia”, tinha um sonho de mudar a realidade e que assim o fez?

Além da esperança, o exemplo.

Erin Gedwill, protagonista do filme “Escritores da Liberdade”, fez a diferença na vida de diversos jovens mostrando-os que eles são importantes, dando esperança para que eles conquistem seu espaço no mundo e mostrando o que eles podem ter e ela usou a educação como base de uma mudança interna.

O método de ensino criado por ela deu tão certo que ela criou a “Freedom Writers Foundation” que tem como um dos objetivos fornecer ferramentas que facilitam a aprendizagem centrada no aluno, melhorar o desempenho acadêmico global e aumentar a retenção de professores.

A educação que ela passa pros seus alunos é a sua missão na Terra e ela mostra isso no decorrer do filme, ela diz que quando ela ajuda seus alunos, ela sente que tudo faz sentido, não seria essa nossa missão aqui? Achar algo que faça sentido e consequentemente ajude as pessoas de certa forma?

Comece apoiando os sonhos das pessoas próximas a você!

No filme, Erin começa a viver totalmente para os seus alunos, quase não fica em casa, não consegue mais ser a “mulher e esposa perfeita”.

O marido Scott Casey, interpretado por Patrick Dempsey, decide sair de casa, pois apesar de se orgulhar dela e de achar que o que ela está fazendo é uma atitude muito, ele não consegue viver com isso.

Isso me fez pensar no quanto o fato de ela viver do que faz feliz, do que realmente importa para ela, não é entendido por outras pessoas.

Quantas vezes isso acontece conosco? Quantas vezes as pessoas estão vivendo seus sonhos, mas não aguentamos isso e nos afastamos? Talvez não por estarmos infelizes pela pessoa, mas talvez por essa felicidade nos trazer a reflexão da nossa própria realidade, do quanto estamos descontentes e longe de viver da nossa essência. Scott, por exemplo, sonhava em ser arquiteto, mas estava trabalhando em outra área e achava que ele não podia mais estudar, pois até ele terminar, até ele conseguir estágio, já teria seus 40 anos.

Porque não olharmos uma realização de alguém com mais admiração, felicidade, prazer e principalmente, inspiração! Apoiar os sonhos de outras pessoas nos inspiram a vivermos dos nossos.

1% do meu sonho para vocês

Assisti um documentário da Discovery que se chama A Half in the Sky (Metade do céu) que conta a história de diversas mulheres do mundo todo que foram vítimas do tráfico humano, da falta de instrução e da violência sexual.

Um dos episódios contava a história de uma mulher que notou que em certo bairro, a gravidez tinha uma taxa muito alta principalmente em mulheres muito jovens, ela então largou sua carreira profissional, estável e abriu uma instituição que abrigava mulheres grávidas, ensinava uma nova profissão para lhes darem nova perspectiva de vida, dava espaço para que elas cuidassem das suas crianças.

No documentário é nítido do quanto essas mudanças têm impactos grandes na educação, na economia, no futuro de outras pessoas e desde então eu sabia que era isso que eu queria: Ajudar outras mulheres, seguir outro caminho que não seja o convencional e principalmente, escutar o que meu coração sempre me dizia, mas que eu não tava atenção.

Tenho sonhos que não cabe em mim, que me dão uma grande ansiedade, que às vezes minha mente me faz pensar que estou louca por querer coisas assim, mas eu quero e não podemos nos calar diante de algo que nos diz que caminho seguir, que nos diz que você pode viver do que você quiser.

Quero proporcionar aulas profissionalizantes, quem sabe uma biblioteca, quero acordar e ver que eu estou vivendo do meu máximo, quero aproveitar todas as minhas habilidades e não ter o pensamento de que “Eu poderia estar sendo mais útil”, criar um projeto que tenha como base a educação e que dê inspiração para que as mulheres entendam que podem ser o que quiserem.

Eu tenho em mim que a educação é uma das bases para se construir uma sociedade mais justa, sonhadora, você colocar uma criança, um jovem na escola e ensiná-lo a ler, que seja livros de ficção, lhe ativa a curiosidade, lhes dá uma perspectiva além da sua própria realidade e que isso pode SIM ser transmutável.

Eu acredito que se dermos melhores oportunidades para mulheres e seus filhos teremos um mundo melhor, mais visionário, não podemos controlar que caminho eles vão seguir, mas podemos mostrar as opções, podemos ser quem dá a oportunidade.

Fazer a diferença!

Quando eu digo essa expressão não necessariamente é largar tudo e viver da filantropia, como no exemplo que dei acima, eu uso esses exemplos, pois são coisas que fazem parte da minha vida, que tem haver com a minha própria missão, com os meus próprios propósitos.

O que quero dizer mesmo é que todos podem ser heróis da sua própria realidade, desde uma mãe que cria um filho com um salário baixo e custos altos, superando suas próprias lutas; de um empresário que emprega deficientes, refugiados, pessoas com menos experiência, que dá oportunidades para pessoas que não tem tantas assim, ou um empresário que escuta seus colaboradores e tenta agregar valor no mundo seja com seu produto, com sua mensagem, com sua inspiração; as diversas pessoas que apesar de todas as dificuldades, ultrapassam as barreiras e vivem uma vida que seus pais não tiveram a oportunidade de viver.

Sinta o quanto você pode e acredite.

Eu acredito que todos podem fazer parte de algo maior, mas não pense em algo inalcançável, não pense em algo que você acha que nunca irá conseguir.

Não pense que é utopia, peço que ouça seu coração agora, sem racionalizar tanto quanto estamos acostumados, os convido a pensar como podemos mudar nós mesmos, como podemos descobrir o que podemos fazer no mundo, com o nosso próximo com o que temos em mãos, em nossa mente.

Eu amo sentir essa sensação de que eu posso ser a diferença e espero que vocês também sintam, pois nós podemos! Acreditem!

Mude a si mesmo, mostre o quanto você pode ser uma pessoa melhor, seja essa pessoa, isso já gera uma mudança enorme no mundo e a partir daí transcenda, repasse a mensagem de que você é feliz assim e nada mais importa e consequentemente, você vai inspirar quem você quer ajudar e quem você quer ver bem.

E se você, assim como eu, sente uma ansiedade de querer colocar logo sua “marca no mundo” de qualquer forma, pense sempre em um passo de cada vez, por menor que seja.
Se pergunte todos os dias:

“O que eu posso fazer hoje para ter a vida que sempre sonhei?”

Texto escrito por Camila Napolitano.

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